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A Transformação Digital começa com os Líderes.

Revoluções - Goste delas ou não, você tem que concordar comigo que são elas que movem o mundo. Já se passaram tantas que fica até difícil de listar, no entanto, algumas foram tão significativas que se tornaram marcos, por exemplo: Revolução Inglesa, Industrial, Francesa, Computacional, Fim do APARTHEID, Internet... é uma lista sem fim.

As revoluções podem ser repentinas, contínuas ou até progressivas mas, independente das suas características, todas causam mudanças culturais, econômicas e políticas de uma época e lugar, inevitavelmente sempre transformam a vida das pessoas que as vivenciam.

Pensando em revoluções no mundo dos negócios, é impossível não falarmos na Transformação Digital que milhares de empresas estão passando neste exato momento. Mercados tradicionais vivem hoje um processo doloroso para se adaptar aos novos recursos tecnológicos, desafios gerenciais e operacionais.

Alguns anos atrás, eu ouvi uma frase que, até hoje, faz muito sentido pra mim, principalmente no ambiente de trabalho: "Pessoas Gostam de Mudanças mas Não Gostam de Mudar", no meu entendimento, é a mais pura verdade.

Para que o processo de transformação digital não seja traumático é imprescindível que os Líderes das organizações sejam os principais agentes no processo de mudança, responsáveis por fazer uma passagem mais "azeitada".

Nos próximos parágrafos quero apresentar alguns pontos importantes para te ajudar nessa Revolução Digital =)

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Valores e Propósitos
Ser direcionado por Valores e Propósitos deveria ser o centro de qualquer negócio que busca ser mais Ágil e que tenha foco no cliente. Para atender as muitas necessidades, o propósito individual, do time e da empresa, precisam estar alinhados, garantindo que todos estejam correndo para a mesma direção, colocando suas forças em alcançar todo o potencial possível.

Não se engane em achar que isso já está acontecendo na sua empresa só porque foram definidas metas relacionadas ao cliente ou à eficiência operacional. Se você não estiver no controle, a idea de focar no que realmente gera valor se dissolverá por causa de uma abordagem inconsistente. Portanto, se o time não está orientado para atender a cadeia de valor do cliente, todos estarão perdendo tempo e desacelerando o negócio.

A falta de feedback e planejamento contínuos também podem afetar a velocidade do projeto. A diretoria precisa ouvir a equipe de produtos, são eles que estão mais próximos dos clientes, eles são a linha de frente e estão atentos as dores mais latentes. Encontros recorrentes vão garantir que qualquer repriorização por parte da gerência seja baseada em agregar valor. Isso dará confiança às equipes para tomar decisões que impactarão positivamente.

Na prática:
01 Busque identificar qual é o valor de qualquer iniciativa, mesmo em deploys de atualização de Features. Certifique-se que o valor que o cliente busca está alinhado com os objetivos da empresa.

02 Crie e incentive a cultura da comunicação transparente. O alinhamento organizacional deve acontecer com base em uma hierarquia consistente de trabalho mas extremamente acessível e maleável.

03 Oriente a sua equipe a se relacionar com o cliente e seus objetivos. É comum encontrar times que não curtem muito a experiência do contato direto com o usuário final. No entanto, esse fluxo precisa ser quebrado para que soluções alternativas sejam encontradas e as necessidades sejam atendidas.

04 Prepare o time para lidar com mudanças, sinalize no backlog tudo que for previsível, por exemplo mudanças regulatórias, considere como um requisito não funcional do projeto mas considere como uma possível mudança.

Não faça assim:
01 Não priorize as tasks com base no esfoço. Vitórias pequenas, fáceis e rápidas só reduzirão a capacidade de fornecer valor real.

02 Não organize a equipe em silos funcionais, isso só dificultará a passagem de bastão.

Crie Times com Mindset de Produtos
No mundo da agilidade, equipes isoladas por função, e não por produtos, geralmente não funcionam. Essas equipes são distantes dos clientes e possuem processos e objetivos conflitantes com os valores e propósitos. Quando os times são criados e orientados para produtos/aplicações, o profissional tende a se adaptar mais rapidamente às mudanças repentinas. Se for bem feito, o grupo se tornará mais produtivo e tende a cometer menos erros.

Para fazer isso, as equipes precisam ser cuidadosamente construídas com profissionais com habilidades que complementam o produto, incluindo funções que não são de TI, como vendas e marketing. Idealmente, não devem ter mais de 10 a 12 pessoas, o que as torna altamente produtivas e responsáveis, com maior visibilidade e colaboração. É quase uma micro empresa =)

Organizações com grandes sistemas monolíticos acharão este desafio impossível de ser transpassado, devido à quantidade de responsabilidade colocada na equipe. Desmembrá-los em microservices pode ajudar, reduzindo o escopo da responsabilidade a um tamanho gerenciável.

Trabalhar dessa forma impacta também como o resultado é mensurado. Se as métricas mudam, a forma como é feita a cobrança também. As métricas que você realmente precisa acompanhar são o tempo de ciclo e experiência do cliente. Em seguida, elas são usadas pelas equipes de produtos para entender como elas contribuem com valor. Todas essas métricas podem ser geradas automaticamente e disponibilizadas por meio de painéis.

Na prática:
01 Quebre os monolitos em microservices, que possuem um escopo menor e mais gerenciável para uma única equipe.

02 Valorize as equipes e os individuos que auxiliam na construção e manutenção da cultura do "valor" como foco central da área. Remunere-os de acordo, considere o ROI do produto para fazer isso de forma justa e transparente.

Concluindo
As revoluções estão aí, acontecendo a todo momento. Hoje as empresas passam por uma transformação digital sem volta. Você como líder de uma equipe de alta performance precisa estar preparado para auxiliar nesse processo que não pode ser feito de qualquer jeito. As dicas acima não estão aí por acaso, nós passamos por vários dos problemas citados. Hoje, como uma empresa que respira DevOps, temos o prazer de compartilhar o que aprendemos.

VamosJuntos.

Daniel Eis

Daniel Eis

10 anos de experiência em Marketing de Serviço e SaaS. Competências e Especialidades: Inbound Marketing, Content, Ads, SEO, Outbound, Social Media e Growth Hacking.

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